A primeira semana foi muito difícil. Já cheguei com medo, muito intimidada mesmo. Era tudo muito grande para mim, o salto bem maior que as minhas pernas. A Microsoft Research (MSR) é a elite da Microsoft. Onde um seleto grupo de PhD's selecionados a dedo se preocupam em fazer pesquisa, sem a preocupação principal de lançamento de produtos no mercado. Eles publicam nas melhores conferências de suas respectivas áreas. Eles vivem num ambiente que é um misto de universidade e empresa.
Nas pequenas salinhas a que cada um deles tem direito eu vi nomes de gente que só conhecia dos papers que tinham lido. E pensanva: meu Deus, aqui trabalha o fulano de tal, daquele paper tão famoso...
Mas eles são simples, se vestem como estudantes. Deitam nos sofás da MSR sem sapato para ler um paper. Uns arrotam alto pelo corredor sem constrangimento. Um senhor veio conversar comigo na minha primeira semana para dar as boas vindas. Tava com a roupa suja e ao falar a baba caía da boca. Cheguei a achar que era um faxineiro. No outro dia vi ele dando instruções ao seu intern (estagiário, que nem eu) e comentando que tinha estudado na Universiy of California em Berkeley, uma das top 3 dos US.
O chefe geral da MSR Redmond (porque tem a MSR Sillicon Valley, Cambridge UK, India, China) é brasileiro, com doutorado no MIT. O chefe geral da MSR foi orientador de parte do doutorado do Prof. Sérgio Campos em Carnegie Mellon.
E falando em brasileiros, foi uma grata surpresa saber que lá tem muitos. Na MSR há vários interns brasileiros, inclusive um que fez graduação no DCC e estudou com minha irmã: o Leonardo (leob at dcc). Ele agora faz doutorado na UNICAMP. Ele me viu na cafeteria e perguntou: Voce não é a irma da Camilla? Há também outros funcionários mesmo na MSR brasileiros. Um deles, o Dinei, me disse que na época do boom do Sillicon Valley a MS em geral perdeu muita gente e foi mundo afora contratando gente. Ele estima que na MS toda deva ter uns 300 brasileiros.
Meu melhor amigo lá é um mexicano chamado Eduardo que parece demais com o marido da Gisele, o Lucas. Ele é super gente boa e digo ao Marcelo, João, Valdo e Melissa que se tivéssemos conhecido ele na época do Synergia, ele seria da nossa turminha de almoço.
Nas pequenas salinhas a que cada um deles tem direito eu vi nomes de gente que só conhecia dos papers que tinham lido. E pensanva: meu Deus, aqui trabalha o fulano de tal, daquele paper tão famoso...
Mas eles são simples, se vestem como estudantes. Deitam nos sofás da MSR sem sapato para ler um paper. Uns arrotam alto pelo corredor sem constrangimento. Um senhor veio conversar comigo na minha primeira semana para dar as boas vindas. Tava com a roupa suja e ao falar a baba caía da boca. Cheguei a achar que era um faxineiro. No outro dia vi ele dando instruções ao seu intern (estagiário, que nem eu) e comentando que tinha estudado na Universiy of California em Berkeley, uma das top 3 dos US.
O chefe geral da MSR Redmond (porque tem a MSR Sillicon Valley, Cambridge UK, India, China) é brasileiro, com doutorado no MIT. O chefe geral da MSR foi orientador de parte do doutorado do Prof. Sérgio Campos em Carnegie Mellon.
E falando em brasileiros, foi uma grata surpresa saber que lá tem muitos. Na MSR há vários interns brasileiros, inclusive um que fez graduação no DCC e estudou com minha irmã: o Leonardo (leob at dcc). Ele agora faz doutorado na UNICAMP. Ele me viu na cafeteria e perguntou: Voce não é a irma da Camilla? Há também outros funcionários mesmo na MSR brasileiros. Um deles, o Dinei, me disse que na época do boom do Sillicon Valley a MS em geral perdeu muita gente e foi mundo afora contratando gente. Ele estima que na MS toda deva ter uns 300 brasileiros.
Meu melhor amigo lá é um mexicano chamado Eduardo que parece demais com o marido da Gisele, o Lucas. Ele é super gente boa e digo ao Marcelo, João, Valdo e Melissa que se tivéssemos conhecido ele na época do Synergia, ele seria da nossa turminha de almoço.
Ainda passo nos corredores lá intimidada e com medo. Esses sentimentos estão diminuindo um pouco com o passar das semanas. Acho que meu maior medo é não dar conta de fazer o que tenho que fazer. Mas meu consolo é a frase que Deus disse à Josué quando ele foi escolhido para liderar o povo de Israel no deserto depois que Moisés havia morrido. Josué também estava morrendo de medo da tarefa. E Deus disse: "Não te mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares." E assim vou vivendo meus dias na MSR.
Lugares Altos - Diante do Trono
