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sábado, 25 de junho de 2011

Parabéns Duke!!!

TE AMAMOS!!!!!!!!!!!!!!

Mamãe, Papai e sua irmãnzinha Brooke :)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Aniversário do Duke: 5 Anos!!!


Hoje é aniversário do nosso amado filho Duke! 5 anos enchendo nossa vida de alegria!

Principais qualidades: amigo, companheiro, fiel, leal, paciente com a Brooke, amoroso, guarda da casa, sabe diferenciar visitas de estranhos (o Duke ficou "amigo" de todas as nossas visitas), gentleman, inteligente, bonitão, fortão.

Principais defeitos: ladrão de comida, sempre faminto, tem mania de comer pedra, solta uns puns tão fedorentos que todos tem que sair do recinto, rouba as maçãs e os pêssegos do pé antes deles terminarem de amadurecer, às vezes come o próprio cocô, estragou todas as minhas blusas de tricô quando era filhote.


Duke filhotinho em 2005. Os lençóis no sofá mostram o potencial destruidor de Baby Duke. Essas orelhas "tortas" também são uns charme. Em pastores alemães a orelha só fica firme aos 4, 5 meses. Baby Duke tinha 3 meses nessa foto.


TE AMAMOS MUITO DUKE!!!!!!!!!!!!!!!!!

Duke indo passear (Agosto 2008)




Eu, Brooke (na barriga) e Duke em Agosto de 2008



Com Brooke (9 meses) em Julho de 2009


Como não podia deixar de ser, a "música-tema" do Duke:



quinta-feira, 20 de maio de 2010

O Amiguinho Imaginário Neném e o Rotweiller

No dia 8 de maio fomos para Brunswick Maine para que o Márcio pudesse conhecer melhor a região onde passaremos a morar a partir de Agosto. Em setembro comecarei como Assistant Professor no Bowdoin College (http://en.wikipedia.org/wiki/Bowdoin_College).

No vôo para a Boston, o avião tinha aqueles telefones antigos grudados no banco da frente. A Brooke começou a brincar com o telefone do banco à frente do nosso. Uma hora vi que ela ficava: Neném! BlaBlaBru (Brookês). Neném! BlablaBrookês. Ela dormiu o vôo e na hora que acordou com o avião pousando, quando tinha que ficar quietinha no meu colo, ela tentava alcançar o telefone gritando: Neném, Neném. Eu acho que ela realmente achou que estava conversando com o amiguinho imaginário neném!

Novas palavrinhas são:

pipi: pipa

aitchi: Einstein, o pastor alemão preto do vizinho. Para quem não se lembra do post do Einstein ai vai:
http://danielamaeprimeiraviagem.blogspot.com/2009/11/o-dia-que-o-einstein-entrou-aqui-em.html . Ela fica tentando colocar a mão, o braço pelo buraquinho do muro para mexer com o "Aitchi". Eu que não deixo,pois o Einstein parece bonzinho mas não conhecemos né?


Falando em cachorro, o meu receio de todos os dias acabou se concretizando. Numa rua aqui perto tem um rotweiller preto que odeia o Duke. Às vezes ele fica preso na coleira do lado de fora da casa ou quase sempre grita pelo portão que é transparente. Os latidos de ódio dele são profundos de dar muito medo e toda vez que passava na minha rota diária com o Duke (que inclui a casa do cachorro) eu pensava: "Gente, se esse cachorro se solta, eu não sei o que pode acontecer! Acho que ele viria para matar o Duke. E eu o que faria?". Cheguei a pensar em mudar a rota várias vezes, mas como é a rota mais natural, acabei deixando para lá. Pois semana retrasada, eu voltando com o Duke com um saco cheio de cocô na mão vejo o cachorro vindo em nossa direção (ou melhor na do Duke). Eu comecei a gritar "from the top of my lungs": Help, Help, Please! O cachorro avançou no Duke, foi direto com a boca nas costas dele. O Duke é sortudo pois tem uma pelanca, e todo cachorro que tenta pegar ele, pega a pelanca e não ele. Eu pensei: Meu Deus,ele vai tentar matar o Duke! Minha reação além de gritar foi me posicionar na frente do Duke. Podem acreditar, eu não sei de onde me veio isso, mas a única coisa que pensava é que se eles se entrahassem na briga e algo acontecesse com o Duke eu não ia aguentar perdê-lo ou vê-lo sem um olho ou sem a orelha. O cachorro, na ação, me pareceu menos valentão que nos latidos de furia de antes. Acho que os meus gritos valeram (depois uma criadora de cachorro me disse que depois de mangueira com água, grito é uma boa tática para separar cachorro). Eu gritei muito, a rua toda veio acudir e depois o dono chegou e pegou o cachorro. Que ódio! Dando uma de americana: Dá vontade de processar! Por muito dinheiro! O que eu passei! Eu só sabia chorar depois. Mas vi que eu teria coragem de peitar um roweiller em caso de vida ou morte. Em casa só abraçava o Duke, meu Deus, como eu amo esse bichinho! Mudei minha rota diária e nunca mais passarei naquela rua.


Falando em Duke, ontem a Brooke viu o Márcio de short e eu falei: Olha Brooke, ao contrário da sua perna que é lisinha, a do papai é toda cabeluda. Ela apontou pro cabelo da perna dele e disse: "Zi". Ou seja,ela comparou a perna do Márcio com a do Zi e achou parecida! Ela vive pegando pêlo do Duke do chão, examinando e me dando de volta falando que é do Zi. E pego e falo com ela que irei devolver ao Zi.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

"Papa"

Ontem a Brooke viu o "badge" do Márcio com sua foto (seu catão de entrada na empresa) e disse "papaa". Outra coisa é que ela tem que andar com a Cindy para todos os lados: nos passeios, no carro e quer até entrar com ela no banho.


Ela está bastante ativa e não anda, ela corre! E como corre! Resultado: nos passeios no parque pela manhã o tênis fica todo molhado por dentro e são 2 pares de meia por dia para aguentar. Fui secar o tênis com secador e ela ficou brava,chorou como se eu tivesse "matando ou machucando" o tênis dela. Acho que ela já tá querendo desenhar. Pega as minhas canetas e faz uns movimentos de desenho. Vou ver o que faço a respeito disso.


O Duke para variar me aplicou outro susto. Quando damos potinho de comida para Brooke, eu sempre deixo ele lamber o vidro com o restinho. Pois ontem, a gula dele de pegar o restinho de um pote fundo foi tão grande que ele morder o vidro, quebrando para pegar o que tá no fundo.Só fui descobrir depois de notar que ele tava quientinho la fora (Duke no quintal sozinho por muito tempo é confusão na certa e sinal vermelho de perigo). Ele tava lambendo o pote quebrado, com o "queixo" sangrando e cheio de caco de vidro no chão. Fiquei desesperada e tava sozinha pois o Márcio tinha ido para a academia. Fiquei com medo que ele tivesse engolido caco de vidro e para piorar viajamos este sábado: ou seja,não é hora de emergências! Até agora parece que tá tudo bem. Mas o Duke é assim,igual criança pequena,não posso perder olho nele senão ele apronta.


Tô devendo fotos eu sei, principalmente da Cindy. Mas ainda não arrumei tempo...


Tia Zelinha, parabéns pelo aniversário dia 3! (Dia que Brooke completou 14 meses!)


Estou fechando notas de alunos e preparando para nossa viagem ao Hawaii, cada segundo conta!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Einstein

Um dia de muita chuva e muito vento em meados de Outubro. O muro de madeira entre nós e o vizinho da esquerda cedeu. Mamãe estava com a Brooke na sala quando avistou um pastor alemão preto no nosso quintal. Eu estava em Davis, elas não foram comigo devido à chuva. Mamãe chama o Marcio: era o Einstein, o cachorro do vizinho!



No outro dia ele apareceu de novo. Márcio não resistiu e deixou ele entrar dentro de casa! Ele andou pela casa inteira até no banheiro foi. Márcio ligou o Skype e enganou sua mãe que havia trago um novo cachorro para casa. Maria Luiza não acreditava no tamanho da loucura que o filho acabava de dizer que havia feito. E o pior é que no fundo ela sabia que o Márcio era bem capaz de uma coisa dessas. Confesso que fiquei tensa com a situação. Imagina se Einstein e o Duke se estranhassem? Como controlar dois pastores bringando? Já disse uma vez nesse blog que sou inútil em situações assim. Só sei gritar. Logo, me senti desconfortável com a situação. Brooke adorou tudo, queria passar a mão no Einstein. Senti que o Márcio tinha um fio de esperança de de noite assistir TV com 2 pastores entre ele, um de cada lado. Como antecipava, de repente escutei um rosno: juro que até hoje não sei de quem foi. Algo me diz que foi do Einstein. O Márcio não tem certeza, nunca saberemos. Ordenei na mesma hora que o Eintein se retirasse. Afinal de contas, esta é a casa do Duke! (eu assumi mesmo que o rosno partiu do Einstein).
Fim de festa para Márcio e Brooke...



quarta-feira, 24 de junho de 2009

Aniversário do Duke



25 de junho de 2005: nasce o pastorzinho que transformou nossas vidas, que só nos traz alegria e que faz nossa vida ficar muito mais gostosa de se viver.



4 anos de Duke!!! TE AMAMOS DEMAIS QUERIDO! Duke que Deus te dê muiiitos anos de vida junto com a gente com muita saúde, em nome de Jesus, Amém!!!


Apelidinhos do Duke ao longo desses 4 anos de convivência:

2005: Peste

2006: Pituxo, Zezé, Finurinha, Magrinho, Fininho, Ducarone (da época que estávamos viciados em "Sopranos")

2007: Itcher (itch: sentir coceira), Son Itcher, Zezé

2008: Zip Zap Zum, Zi, Palhaço, Paiaço, Paiação, Paiaçozaço, Cachorro Loco, El Perro Loco, El Duko, Duko

2009: Zi, Zizi, Zico, Ziculino, Didi, Di, Diculino, Paiaço, Paiação, Paiaçozaço, Paiaçon, Cachorro, Cachorrão, Caiolo.


Música Tema do Duke:

É tão Lindo(Balão Mágico)
Participação especial: Roberto Carlos

Se tem bigodes de foca
Nariz de tamanduá
Parece meio estranho, hein?
Também um bico de pato
E um jeitão de sabiá
Mas se é amigo
Não precisa mudar
E é tão lindo
Deixa assim como está
E eu adoro, adoro
Difícil é a gente explicar
Que é tão lindo!

Se tem bigodes de foca
Nariz de tamanduá
E orelhas de camelo, né tio!
Mas se é amigo de fato
A gente deixa como ele está

É tão lindo, não precisa mudar
É tão lindo é tão bom de se gostar
E eu adoro
É claro
Bom mesmo é a gente encontrar
Um bom amigo

São os sonhos verdadeiros
Quando existe amor
Somos grandes companheiros
Os três mosqueteiros (-> agora 4!)
Como eu vi no filme

É tão lindo, não precisa mudar
É tão lindo deixa assim como está
E eu adoro e agora
Eu quero poder lhe falar
Dessa amizade que nasceu
Você e eu
Nós e você
Vocês e eu
E é tão lindo-

Tio-
Hein?
É legal ter um amigo, né?
É maravilhoso
Mesmo que ele tenha
Bigodes de foca e até um nariz de tamanduá
E orelhas de camelo tio, lembra?
Orelhas de camelo?
É tio
É mesmo, orelhas de camelo!
Mas é um amigo, né?
É
Então não se deve mudar.







Mais fotos do aniversariante:http://marcio.smugmug.com/Duke

sábado, 30 de maio de 2009

Operação do Duke

Bem, como a mamãe explicou o Duke sofreu uma cirurgia essa semana para retirada de um tumor na orelha. Bem tudo começou quando notamos uma bolinha rosada crescendo na ponta da orelha. Levamos no veterinário e ele pediu para passar neosporin por 1 semana para ver se cicatrizava. Não cicatrizou e para piorar o Duke metia a pata na bolinha que ficava constantemente sangrando.

Levamos ele de volta ao veterinário que disse que acreditava ser um tumor benigno (pois estava muito externo) mas que precisava ser retirado para que evitasse que virasse uma fonte de infecção para ele. Ele mandaria o material retirado para a biópsia na University of California at Davis (que coincidência, aonde estudo!) para verificar se era realmente benigno.

Três dias depois da operação recebemos com alegria a notícia que era benigno mesmo!

Duke, te amamos DEMAIS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Obrigada meu Deus, por ter sido benigno!

Eu, Brooke (na barriga) e Duke em Agosto de 2008

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Uma Semana de Emocões...

Esta semana foi uma semana de muitas emoções...! Segunda-feira ,feriado de" Memorial Day"o Márcio inflou a piscinha de Brookinha que se esbaldou na água com a temperatura do seu banho,que papai e mamãe ajudaram a temperar.




A quarta-feira foi toda dedicada ao Duke que fez uma pequena cirurgia na orelha ,para retirada de um tumorzinho,mas que precisou de uma forte anestesia para evitar que ele fizesse movimentos.Voltou à tarde para casa e para evitar que ele coce a orelha, está com um incômodo protetor ao redor da cabeça,não se alimentou o dia todo, e sentimos saudades de suas peripécias,pois ficou amuadinho,só dormindo.




Quinta-feira fomos cedinho 6.00 AM para Davis,eu ,Daniela e Brookinha ,para a apresentação de Daniela a uma bancada de professores, sendo que um deles, o professor Jed, veio especialmentete de outro estado, com viagem e estadia paga pelo orientador de Daniela, Professor Felix. Daniela estava ansiosa na expectatica da aprovação de seu projeto..Para nossa alegria ela passou e agora de estudante de PHD ela tornou-se,candidata a PHD, e terá um ano para terminar sua tese, e se apresentar de novo aos professores e , se aprovada, será PHD em Ciência da Computação.




Quando à tarde retornamos de Davis, Márcio tinha preparado uma supresa para Brookinha: comprou um piano (teclado) que até que ela possa aprender a tocar, vai dar para brincar também, pois tem várias opções de uso,como por exemplo,ouvir vozes de diferentes animais quando tocar no teclado,e de cara ela jé estreiou, pois adora bater com as mãozinhas.

Mais fotos: http://picasaweb.google.com/gesaseabra/SemanaDeEmocoesMemorialDayFeriadoCirurgiaDoDukeEVitoriaDeDanielaPianoParaBrooke#

segunda-feira, 16 de março de 2009

Amizade




Duke, meu amado, como queria poder te trazer para BH toda vez que viesse!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

16 Semanas: Enfurnadinha dentro de casa


Na sexta passada (23/01) Brooke completou 16 semanas e infelizmente o tempo aqui virou na sua semana 16: muito frio e muita chuva, o tempo todo e sem parar. Resultado: Brooke enfurnadinha dentro de casa. Duke saiu pouco e rapidinho e ficou a semana toda impaciente, cheio de energia para gastar e sem poder. Quando isso acontece ele "desconta" em mim: me chama para brincar mordendo, vem até mim com seus bichinhos na boca para eu sair correndo atrás dele. E eu "arrancando os cabelos" tentando consertar meus "bugs" (erros do meu projeto) para submeter um artigo pro doutorado. Em resumo, não foi uma semana das mais agradáveis...

A demora em postar reflete minha total e absoluta falta de tempo...
Atualização 30/01: Link para fotos da semana 16: http://marcio.smugmug.com/gallery/7228069_DjUWj

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Marley e Eu

Em homenagem à estréia do filme "Marley e Eu" no dia do Natal (só poderei ver quando chegar em DVD...), o Duke deu uma de Marley hoje. Fui guardar um prato na prateleira de baixo da lava-louça e ele, como sempre, enfiou a cara e pescoço na lava-louça para lamber os pratos sujos. Bom, um ganchinho da prateleira encaixou na coleira dele, e ele, ao perceber que estava "preso" na lava-louça, se desesperou e começou a pular igual a um cabrito para se soltar. Quem se soltou foi a prateleira inteira da lava-louça, junto com uma pilha de pratos, panelas, talheres e até liquidificador sujos. Ele continuou pulando como um cabrito, só que dessa vez correndo da cozinha pro corredor com a prateleira grudada no pescoço e balançando e jogando para fora tudo que tava lá dentro. Parecia uma cena de filme de terror. Eu como já disse, tenho um problema grave de entrar em pânico em situações como essas e só gritar. O Márcio veio acudir, mas a essa hora o Duke já tinha se desvencilhado da prateleira e tava no fundo do corredor (tremendo e em estado de choque, como fui constatar depois). O pior é que a Brooke não estava longe da "linha de tiro". Ela foi protegida pelo "campo de força" de Jesus. Ela levou um susto com o barulho, começou a chorar, mas depois se acalmou.

Falando em Brooke, ela começou a notar os brinquedinhos de pegar. Dei um para ela e ela passou a mão e achou interessante eles fazerem barulho. Ela tem ficado bem "enjoadinha" no fim da tarde, começo da noite. Quanto à noite ela acorda 1 vez entre 3 e 4h (de vez em quando ela me "presenteia"acordando depois das 6h). Vejo a novela "A favorita", ponho ela no swing (ela cai no sono instantaneamente), ligo a máquina de fazer barulho na opção "chuva forte"(o swing também tem a opção de "white noise", mas tem que ficar reiniciando depois de uns minutos; no aparelho de white noise o barulho fica contínuo) e deito no sofá ao lado dela para completar minhas horas de sono. Olha, recomendo fortemente às grávidas, futuras mães ou mães de recém nascido o livro "The Happiest Baby on the Block - Dr. Harvey Karp" (existe a edição em Português) e adquirir um swing. Esses dois items são responsáveis pela minha sanidade mental, minhas horas de sono e pela possibilidade de trabalhar no doutorado e cuidar da Brooke. Minha vida seria completamente outra e muito mais difícil sem os ensinamentos do Dr. Karp e o swing.

Consegui voltar a fazer exercícios essa semana (somados às caminhadas com o Duke). É uma grande benção ter esteira em casa! Não perco tempo indo e voltando para academia: é só "pular" na esteira!

sábado, 19 de julho de 2008

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Capítulo 2 - Os Primeiros Meses

(Hoje o Duke completou 3 aninhos! Um dia mais que apropriado para que eu poste o segundo capítulo das aventuras dessa criaturinha que consegue colocar um sorriso no meu rosto mesmo nos piores dias)



No mês que se passou até o dia que fomos buscar o Duke o Márcio comprou vários livros sobre cachorros: Como criar cachorros, Como treinar cachorros, e todos os livros que se possa imaginar de autores e treinadores renomados. Leu todos, um pouquinho todo dia antes de dormir. Ele tinha grandes planos pro Duke: treiná-lo em Schutzhund (http://en.wikipedia.org/wiki/Schutzhund) e trabalhos de polícia como procura por um alvo, proteção e porque não detecção de substâncias como narcóticos. Eu só queria um cachorro que eu amasse e que me amasse incondicionalmente, um melhor amigo.

Os primeiros dias com o Duke foram muito difíceis. Pegamos ele no sábado, 24 de setembro de 2005, um dia antes dele completar 3 meses. Ele vomitou no carro durante o caminho, óbvio. Mas isso era o de menos... No sábado ele passou o dia mais dormindo que acordado, como se ainda tivesse se acostumando com o ambiente. Colocamos a casinha dele no nosso quarto e de acordo com o treinamento e orientação que tivemos do Eric, ele iria dormir com a porta da casinha fechada. No meio da noite acordamos com o Duke fazendo uns barulhos estranhos. Quando ascendemos a luz vimos que ele tinha feito cocô na casinha e espalhado o cocô em todas as direções lambuzando ele mesmo.

Na segunda-feira, era o início do ano letivo em Davis. Lá o ano letivo é dividido em quartos de ano (quarter) e este seria o quarter Fall 2005 (Outono). Ia ser mais um quarter pesado, com duas matérias importantes e com o agravante que eu teria que viajar para Davis duas vezes por semana para assistir as aulas. Isso significa que toda terça e quinta eu levantava às 4:30h da manha no frio do outono para tomar banho, tomar café e pegar o carro às 6:00h para garantir que chegaria lá antes das 9:00h, horário da aula. Depois da última aula que terminava às 15:00h eu pegava o carro e voltava. E chegava em casa tão cansada que é impossível descrever em palavras. Era tão pesado que quando o João veio me visitar em Novembro e me acompanhou um dia em Davis ele chegou em casa falando pro Márcio que estava com dó de mim porque eu levava vida de caminhoneira. Bem, por causa das 4 h perdidas dirigindo na terça e quinta eu só tinha a segunda, quarta e sexta para estudar e fazer as tarefas das matérias.

Bem, e quem disse que o Duke me deixava estudar? Ele era uma peste que rasgava os lençóis que eu colocava no sofá para protegê-lo de quem... do Duke! Me mordia, jogava o lixo da cozinha no chão, trazia galho de árvore para dentro de casa e picava o galho todinho, rasgou todas as minhas blusas de tricô de frio ao puxá-las achando que as mangas eram seu brinquedo de cabo de guerra e muitas outras coisas. Eu tentava dar ossinhos para ver se ele distraía e me deixava ler o livro de Arquitetura de Computadores, mas a peste terminava o ossinho em 5 minutos e começava tudo de novo. Nesta segunda eu até cheguei ao ponto de ligar pro Márcio e falar que não tava aguentando.

Meu aperto com as matérias aumentava e eu não sabia o que fazer com o Duke. Estava cansada, estressada e não tinha cabeça para cuidar dele direito. Ou eu deixava ele no quintal ou dentro da casinha com a portinha de grade fechada enquanto estudava. Senão era desastre na certa. Então nesse período de Outubro a Dezembro o Márcio tomou a frente. Ele que cuidava do Duke, passeava antes de sair pro trabalho, brincava com ele, etc...Eu tinha que ficar por conta das minhas matérias e trabalhos todos os finais de semana. Todos! Não é exagero não. E sem tempo para lazer eu ia ficando cada vez mais estressada e deprimida. E sem tempo nem cabeça pro Duke. E com isso tudo ele acabou se aproximando mais do Márcio nessa época, o que me fazia me sentir mais triste e inútil. Ele grudava no Márcio e na hora de dormir só dormia do lado do Márcio. E eu só me sentia cada vez pior: penando nas matérias e sem o amor do meu cachorro.




Comemorações dos 3 anos do Duke - Marymoor Pak - Redmond, WA

O Marymoor park tem uma área gigantesca só para cachorros andarem livremente. Tem até lago. Acho que o Duke vai ser o único a sentir falta de Seattle... O dia estava lindo também, essa semana o "verão" (sol com temperatura de 20 graus) parece que chegou.










terça-feira, 11 de março de 2008

Capítulo 1- Von Falconer Canine (K9)

Bom, eu sem querer estou usando o blog para contar a estória desse adorável cachorro chamado Von Falconer's Duke II, ou simplesmente Duke. Quando eu e o Márcio nos mudamos para a casa de San Jose, em Junho de 2005, o Márcio foi logo me avisando: Oh, nem precisa pensar em cachorro. Cachorro vai ser a última coisa que vamos olhar pois tem de reformar a casa inteira: cozinha, colocar o chão, banheiro, quintal, por ar-condicionado, comprar móveis. O cachorro que o Márcio sempre quis era Pastor Alemão. Ele tinha lido que é uma raça inteligente, dócil mas que ao mesmo tempo transformam-se em excelentes cães de proteção. Tanto que é um dos mais usados pela polícia.

Pois bem, em meados de Agosto do mesmo ano o Márcio pede para eu ligar para um criador de Santa Cruz, uma cidade de praia que fica a 30 minutos de San Jose, e perguntar se a gente podia ir lá sábado ver filhotes. Os criadores, Eric e Brian Von Falconer, treinam cachorros para a polícia de Santa Cruz.

No sábado, um dia tórrido de verão, fomos ao lugar. Não era bem Santa Cruz pois era uma propriedade que ficava no alto das montanhas e para se chegar lá precisava seguir uma estrada super estreita, perigosa (embaixo era um despenhadeiro), cheia de curvas e com vegetação tão densa que não havia sinal de celular. Como passo mal fácil, cheguei no alto da montanha quase vomitando por causa das curvas.

Chegando lá, os criadores estavam finalizando um churrasco de verão com a turma de treinamento e nos mostraram os 3 pastorzinhos machos que eles tinham. Um tinha 5 meses e os outros dois tinham quase 2 meses (nascidos em 25 de junho de 2005). O cãozinho de 5 meses era mais calmo e dócil e os de 2 meses duas pestes, dois diabinhos da Tasmânia. Um era pretinho que até brilhava e o outro era o que eles chamam aqui sable com os olhos cor de mel, que mais tarde iria se chamar Duke. Entramos no cercadinho onde eles estavam e as pestes (que eram super unidos e se adoravam) só sabiam morder a gente com aqueles dentinhos de agulha. Um calor tórrido, deveria estar fazendo uns 40 graus e eles de calor entravam e saiam da vasilha de água para se refrescar. O Eric nos disse que o pai deles era um pastor importado da Alemanha e a mãe, Pumpkin, uma pastora americana que atualmente estava trabalhando numa penitenciária.

O Márcio teoricamente estava só "olhando", analisando o criador para depois, meses depois, comprar um pastor. Mas eu notei que ele ficou com muita vontade de levar um daqueles bichinhos para casa. Perguntei pro Eric quando ia ser a nova ninhada de cachorrinhos. Ele disse que só na primavera, porque no inverno, por causa do frio, eles não deixam ter ninhadas (depois descobrimos que era mentira, pois ele criam cachorros o ano inteiro. Só queria pressionar a gente). Olhei pro Márcio e ele me olhou. Pensei: próxima primavera? Isso quer dizer em Março de 2006, mais de 6 meses de espera. O Márcio perguntou o preço. 1000 dólares. Perguntamos a eles se caso ficássemos com um dos bichinhos, se era possível buscá-lo só daí a 1 mês. Precisávamos que fosse assim porque meu pai, Camilla e Wolber estavam chegando para passar as férias conosco em poucos dias. Iámos viajar com eles para Los Angeles e não faria sentido levar o bichinho agora. Com isso, o pastorzinho de 5 meses tinha sido descartado das opções. Sobrou o pretinho e o sable. Eu já tinha me apaixonado com os olhos cor de mel do sable. Mas o Eric fez um teste de aptidão e disse que o sable era mais "high-drive" (não sei direito como traduzir para Português mas queria dizer que era mais alerto, ativo, com mais energia). O Márcio foi embora ficando de pensar. Ele sempre faz isso: nunca toma uma decisão na hora, na empolgação do momento.

Mas ao chegar em casa ele já tinha decidido. Liguei pro Eric e pedi para reservar o pastorzinho dos olhos cor de mel.