(Hoje o Duke completou 3 aninhos! Um dia mais que apropriado para que eu poste o segundo capítulo das aventuras dessa criaturinha que consegue colocar um sorriso no meu rosto mesmo nos piores dias)
No mês que se passou até o dia que fomos buscar o Duke o Márcio comprou vários livros sobre cachorros: Como criar cachorros, Como treinar cachorros, e todos os livros que se possa imaginar de autores e treinadores renomados. Leu todos, um pouquinho todo dia antes de dormir. Ele tinha grandes planos pro Duke: treiná-lo em Schutzhund (http://en.wikipedia.org/wiki/Schutzhund) e trabalhos de polícia como procura por um alvo, proteção e porque não detecção de substâncias como narcóticos. Eu só queria um cachorro que eu amasse e que me amasse incondicionalmente, um melhor amigo.
Os primeiros dias com o Duke foram muito difíceis. Pegamos ele no sábado, 24 de setembro de 2005, um dia antes dele completar 3 meses. Ele vomitou no carro durante o caminho, óbvio. Mas isso era o de menos... No sábado ele passou o dia mais dormindo que acordado, como se ainda tivesse se acostumando com o ambiente. Colocamos a casinha dele no nosso quarto e de acordo com o treinamento e orientação que tivemos do Eric, ele iria dormir com a porta da casinha fechada. No meio da noite acordamos com o Duke fazendo uns barulhos estranhos. Quando ascendemos a luz vimos que ele tinha feito cocô na casinha e espalhado o cocô em todas as direções lambuzando ele mesmo.
Na segunda-feira, era o início do ano letivo em Davis. Lá o ano letivo é dividido em quartos de ano (quarter) e este seria o quarter Fall 2005 (Outono). Ia ser mais um quarter pesado, com duas matérias importantes e com o agravante que eu teria que viajar para Davis duas vezes por semana para assistir as aulas. Isso significa que toda terça e quinta eu levantava às 4:30h da manha no frio do outono para tomar banho, tomar café e pegar o carro às 6:00h para garantir que chegaria lá antes das 9:00h, horário da aula. Depois da última aula que terminava às 15:00h eu pegava o carro e voltava. E chegava em casa tão cansada que é impossível descrever em palavras. Era tão pesado que quando o João veio me visitar em Novembro e me acompanhou um dia em Davis ele chegou em casa falando pro Márcio que estava com dó de mim porque eu levava vida de caminhoneira. Bem, por causa das 4 h perdidas dirigindo na terça e quinta eu só tinha a segunda, quarta e sexta para estudar e fazer as tarefas das matérias.
Bem, e quem disse que o Duke me deixava estudar? Ele era uma peste que rasgava os lençóis que eu colocava no sofá para protegê-lo de quem... do Duke! Me mordia, jogava o lixo da cozinha no chão, trazia galho de árvore para dentro de casa e picava o galho todinho, rasgou todas as minhas blusas de tricô de frio ao puxá-las achando que as mangas eram seu brinquedo de cabo de guerra e muitas outras coisas. Eu tentava dar ossinhos para ver se ele distraía e me deixava ler o livro de Arquitetura de Computadores, mas a peste terminava o ossinho em 5 minutos e começava tudo de novo. Nesta segunda eu até cheguei ao ponto de ligar pro Márcio e falar que não tava aguentando.
Meu aperto com as matérias aumentava e eu não sabia o que fazer com o Duke. Estava cansada, estressada e não tinha cabeça para cuidar dele direito. Ou eu deixava ele no quintal ou dentro da casinha com a portinha de grade fechada enquanto estudava. Senão era desastre na certa. Então nesse período de Outubro a Dezembro o Márcio tomou a frente. Ele que cuidava do Duke, passeava antes de sair pro trabalho, brincava com ele, etc...Eu tinha que ficar por conta das minhas matérias e trabalhos todos os finais de semana. Todos! Não é exagero não. E sem tempo para lazer eu ia ficando cada vez mais estressada e deprimida. E sem tempo nem cabeça pro Duke. E com isso tudo ele acabou se aproximando mais do Márcio nessa época, o que me fazia me sentir mais triste e inútil. Ele grudava no Márcio e na hora de dormir só dormia do lado do Márcio. E eu só me sentia cada vez pior: penando nas matérias e sem o amor do meu cachorro.
Comemorações dos 3 anos do Duke - Marymoor Pak - Redmond, WA
O Marymoor park tem uma área gigantesca só para cachorros andarem livremente. Tem até lago. Acho que o Duke vai ser o único a sentir falta de Seattle... O dia estava lindo também, essa semana o "verão" (sol com temperatura de 20 graus) parece que chegou.
Um comentário:
Parabéns para o Duke"the best friend" de Daniela e Márcio.
Daniela,cada vez que você conta sobre o Duke,mais o associo ao Marley( Marley e Eu).Ele realmente é muito querido,e tem ajudado a vocês a superarem a solidão de serem forasteiros,estando em terra estranha, distantes da família e dos amigos. Ao cuidarem dele,fazem bem a vocês mesmos,e os passeios com o Duke, permitem a socialização com pessoas que tem o mesmo amor pelos animais.
Se diz que está mais próximo de Deus quem ama as flores e os animais,pois ELE, na grandeza e sabedoria de sua criação,sabia que o mundo seria mais bonito e melhor com a presença deles.
Sei que você e o Márcio propiciaram ao Duke um "Happy Birthday".
Parabéns também para vocês, por saberem repartir o amor que transborda em seus corações !
Gesa
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