No dia 8 de maio fomos para Brunswick Maine para que o Márcio pudesse conhecer melhor a região onde passaremos a morar a partir de Agosto. Em setembro comecarei como Assistant Professor no Bowdoin College (http://en.wikipedia.org/wiki/Bowdoin_College).
No vôo para a Boston, o avião tinha aqueles telefones antigos grudados no banco da frente. A Brooke começou a brincar com o telefone do banco à frente do nosso. Uma hora vi que ela ficava: Neném! BlaBlaBru (Brookês). Neném! BlablaBrookês. Ela dormiu o vôo e na hora que acordou com o avião pousando, quando tinha que ficar quietinha no meu colo, ela tentava alcançar o telefone gritando: Neném, Neném. Eu acho que ela realmente achou que estava conversando com o amiguinho imaginário neném!
Novas palavrinhas são:
pipi: pipa
aitchi: Einstein, o pastor alemão preto do vizinho. Para quem não se lembra do post do Einstein ai vai:
http://danielamaeprimeiraviagem.blogspot.com/2009/11/o-dia-que-o-einstein-entrou-aqui-em.html . Ela fica tentando colocar a mão, o braço pelo buraquinho do muro para mexer com o "Aitchi". Eu que não deixo,pois o Einstein parece bonzinho mas não conhecemos né?
No vôo para a Boston, o avião tinha aqueles telefones antigos grudados no banco da frente. A Brooke começou a brincar com o telefone do banco à frente do nosso. Uma hora vi que ela ficava: Neném! BlaBlaBru (Brookês). Neném! BlablaBrookês. Ela dormiu o vôo e na hora que acordou com o avião pousando, quando tinha que ficar quietinha no meu colo, ela tentava alcançar o telefone gritando: Neném, Neném. Eu acho que ela realmente achou que estava conversando com o amiguinho imaginário neném!
Novas palavrinhas são:
pipi: pipa
aitchi: Einstein, o pastor alemão preto do vizinho. Para quem não se lembra do post do Einstein ai vai:
http://danielamaeprimeiraviagem.blogspot.com/2009/11/o-dia-que-o-einstein-entrou-aqui-em.html . Ela fica tentando colocar a mão, o braço pelo buraquinho do muro para mexer com o "Aitchi". Eu que não deixo,pois o Einstein parece bonzinho mas não conhecemos né?
Falando em cachorro, o meu receio de todos os dias acabou se concretizando. Numa rua aqui perto tem um rotweiller preto que odeia o Duke. Às vezes ele fica preso na coleira do lado de fora da casa ou quase sempre grita pelo portão que é transparente. Os latidos de ódio dele são profundos de dar muito medo e toda vez que passava na minha rota diária com o Duke (que inclui a casa do cachorro) eu pensava: "Gente, se esse cachorro se solta, eu não sei o que pode acontecer! Acho que ele viria para matar o Duke. E eu o que faria?". Cheguei a pensar em mudar a rota várias vezes, mas como é a rota mais natural, acabei deixando para lá. Pois semana retrasada, eu voltando com o Duke com um saco cheio de cocô na mão vejo o cachorro vindo em nossa direção (ou melhor na do Duke). Eu comecei a gritar "from the top of my lungs": Help, Help, Please! O cachorro avançou no Duke, foi direto com a boca nas costas dele. O Duke é sortudo pois tem uma pelanca, e todo cachorro que tenta pegar ele, pega a pelanca e não ele. Eu pensei: Meu Deus,ele vai tentar matar o Duke! Minha reação além de gritar foi me posicionar na frente do Duke. Podem acreditar, eu não sei de onde me veio isso, mas a única coisa que pensava é que se eles se entrahassem na briga e algo acontecesse com o Duke eu não ia aguentar perdê-lo ou vê-lo sem um olho ou sem a orelha. O cachorro, na ação, me pareceu menos valentão que nos latidos de furia de antes. Acho que os meus gritos valeram (depois uma criadora de cachorro me disse que depois de mangueira com água, grito é uma boa tática para separar cachorro). Eu gritei muito, a rua toda veio acudir e depois o dono chegou e pegou o cachorro. Que ódio! Dando uma de americana: Dá vontade de processar! Por muito dinheiro! O que eu passei! Eu só sabia chorar depois. Mas vi que eu teria coragem de peitar um roweiller em caso de vida ou morte. Em casa só abraçava o Duke, meu Deus, como eu amo esse bichinho! Mudei minha rota diária e nunca mais passarei naquela rua.
Falando em Duke, ontem a Brooke viu o Márcio de short e eu falei: Olha Brooke, ao contrário da sua perna que é lisinha, a do papai é toda cabeluda. Ela apontou pro cabelo da perna dele e disse: "Zi". Ou seja,ela comparou a perna do Márcio com a do Zi e achou parecida! Ela vive pegando pêlo do Duke do chão, examinando e me dando de volta falando que é do Zi. E pego e falo com ela que irei devolver ao Zi.




















