Lilypie Third Birthday tickers
PitaPata - Personal picturePitaPata Dog tickers

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O Amiguinho Imaginário Neném e o Rotweiller

No dia 8 de maio fomos para Brunswick Maine para que o Márcio pudesse conhecer melhor a região onde passaremos a morar a partir de Agosto. Em setembro comecarei como Assistant Professor no Bowdoin College (http://en.wikipedia.org/wiki/Bowdoin_College).

No vôo para a Boston, o avião tinha aqueles telefones antigos grudados no banco da frente. A Brooke começou a brincar com o telefone do banco à frente do nosso. Uma hora vi que ela ficava: Neném! BlaBlaBru (Brookês). Neném! BlablaBrookês. Ela dormiu o vôo e na hora que acordou com o avião pousando, quando tinha que ficar quietinha no meu colo, ela tentava alcançar o telefone gritando: Neném, Neném. Eu acho que ela realmente achou que estava conversando com o amiguinho imaginário neném!

Novas palavrinhas são:

pipi: pipa

aitchi: Einstein, o pastor alemão preto do vizinho. Para quem não se lembra do post do Einstein ai vai:
http://danielamaeprimeiraviagem.blogspot.com/2009/11/o-dia-que-o-einstein-entrou-aqui-em.html . Ela fica tentando colocar a mão, o braço pelo buraquinho do muro para mexer com o "Aitchi". Eu que não deixo,pois o Einstein parece bonzinho mas não conhecemos né?


Falando em cachorro, o meu receio de todos os dias acabou se concretizando. Numa rua aqui perto tem um rotweiller preto que odeia o Duke. Às vezes ele fica preso na coleira do lado de fora da casa ou quase sempre grita pelo portão que é transparente. Os latidos de ódio dele são profundos de dar muito medo e toda vez que passava na minha rota diária com o Duke (que inclui a casa do cachorro) eu pensava: "Gente, se esse cachorro se solta, eu não sei o que pode acontecer! Acho que ele viria para matar o Duke. E eu o que faria?". Cheguei a pensar em mudar a rota várias vezes, mas como é a rota mais natural, acabei deixando para lá. Pois semana retrasada, eu voltando com o Duke com um saco cheio de cocô na mão vejo o cachorro vindo em nossa direção (ou melhor na do Duke). Eu comecei a gritar "from the top of my lungs": Help, Help, Please! O cachorro avançou no Duke, foi direto com a boca nas costas dele. O Duke é sortudo pois tem uma pelanca, e todo cachorro que tenta pegar ele, pega a pelanca e não ele. Eu pensei: Meu Deus,ele vai tentar matar o Duke! Minha reação além de gritar foi me posicionar na frente do Duke. Podem acreditar, eu não sei de onde me veio isso, mas a única coisa que pensava é que se eles se entrahassem na briga e algo acontecesse com o Duke eu não ia aguentar perdê-lo ou vê-lo sem um olho ou sem a orelha. O cachorro, na ação, me pareceu menos valentão que nos latidos de furia de antes. Acho que os meus gritos valeram (depois uma criadora de cachorro me disse que depois de mangueira com água, grito é uma boa tática para separar cachorro). Eu gritei muito, a rua toda veio acudir e depois o dono chegou e pegou o cachorro. Que ódio! Dando uma de americana: Dá vontade de processar! Por muito dinheiro! O que eu passei! Eu só sabia chorar depois. Mas vi que eu teria coragem de peitar um roweiller em caso de vida ou morte. Em casa só abraçava o Duke, meu Deus, como eu amo esse bichinho! Mudei minha rota diária e nunca mais passarei naquela rua.


Falando em Duke, ontem a Brooke viu o Márcio de short e eu falei: Olha Brooke, ao contrário da sua perna que é lisinha, a do papai é toda cabeluda. Ela apontou pro cabelo da perna dele e disse: "Zi". Ou seja,ela comparou a perna do Márcio com a do Zi e achou parecida! Ela vive pegando pêlo do Duke do chão, examinando e me dando de volta falando que é do Zi. E pego e falo com ela que irei devolver ao Zi.

sábado, 15 de maio de 2010

18 Meses

Completados dia 3 de abril de 2010.







3 priminhos



Eu e meu afilhadinho Guel




Olha o Leão!


Letícia: tá uma tagarela!



Brasil - Parte: 3 - Cenas Aleatórias

Fofucha!



Na casa da Pat, visitando o Felipe. Da esquerda para direita: Marcelo com Felipe no colo, Pat, Marina, eu e Júnia gravidíssima de 7 meses do Bernardo.







Minha "Review" do Livro "Sobre Pressão" do Carl Honoré

O livro é um wake-up call para a nova geração de pais que tem filhos depois do 30, geralmente tem muitos anos de educação "formal" (graduação, mestrado, doutorado) e tem poucos filhos. Há uma tendencia de tratar os filhos como "projetos" a serem completados, cujos objetivos, caminhos e processo é definido pelos próprios pais. Eu mesma me vi em várias das "armadilhas" descritas pelo livro. Acho que muitos pais também se verão nele.


1) Muitos pais pensam nos filhos como uma versão 2.0 deles mesmos com as qualidades melhoradas e os defeitos amenizados, o que cria uma expectativa em torno da criança. Muitas pesquisas mostram que as crianças nascidas de 1990 para cá estão cada vez mais estressadas e ansiosas por causa disso. As crianças de hoje estão tendendo a ser "moldes", a ter medo de arriscar, de imaginar, de ousar. Perguntaram pra uma turminha de crianças numa pré-escola de Seattle o que é felicidade. Um deles respondeu: "entrar em Harvard".


2) Seguindo essa linha muitas pré-escolas estão dando muita ênfase à "ensinar" o beabá, cores, formas e se esquecendo que criança em idade pre-escolar precisa mesmo é brincar livremente e da forma menos estruturada possível. Como o livro diz, as crianças de hoje estão com dificuldade em "ver o mundo num grão de areia".



3) Atividades extra-curriculares. Aqui nos US a média de atividades extra-curriculares é 5, 6. Como as crianças podem ter tempo de "viver", refletir, se sentir entediadas com o dia "full-packed"?


4) Esportes. Esse é especialmente pros US. Aqui esporte não é para se divertir, algo entre a bola e a criança, a criança e a bola.Eu sou testemunha ocular disso. É só ir em qq parque que vc vê os pais controlando os jogos dos meninos, com estatísticas, campeonatos super, hiper organizados. Cadê o jogar só por jogar? Em Ipatinga, lembro que quando os meninos queriam jogar futebol, eles simplesmente iam pro campinho, se auto-organizavam e simplesmente começavam a jogar. Nunca vi pai se envolvendo no joguinho deles.


5) Eu só ganhava brinquedo no aniversário (incluindo o da Camilla :)) e no Natal. E nunca reclamei. Hoje, sempre que vou na Target "acho" um brinquedo que "tenho certeza" que irá ser "excelente" pro desenvolvimento da Brooke.


6) Muitos livros de pais, nos "ensinam" a falar aos nossos filhos que eles são lindos, maravilhosos, que podem tudo, para formar a auto-estima deles. Será que devemos? Uma criança entrevistada numa pesquisa disse: "Meus pais vivem dizendo que eu posso ser tudo que quero ser. Eu tenho muito medo de fracassar, de decepcioná-los".


O livro também fala sobre deveres de casa, marcos de desenvolvimento, brinquedos, consumismo, tecnologia, disciplina e etc...


O ponto principal é que as crianças de hoje são "micro-managed" pelos pais. Até querer ensinar eles a brincar a gente tenta! Como se precisasse. Na minha infância eu fazia no máximo 2 atividades extra-curriculares (jazz e inglês) e tinha MUITO tempo para ser criança, com pouca pressão para escolher meu próprio caminho como uma pessoa independente.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Antes que eu esqueça...

Otchi: outro
Patchi: passa (uva passa, ela adora!)
cagá: Em "O Zi foi cagar".
caca: outro sinonimo de coco (o teclado do meu laptop tá sem acento circunflexo), por causa da música do coco do Cocoricó: "Me chamam de fedido, nojento, caca..."


Outra coisa bonitinha é ela respondendo as perguntas assim: Voce gosta de neném? E ela: "Neném". Voce quer ir buscar o Zi? "Zi". Voce quer papar? ""Papá" E em todos os casos ela abana a cabeça com o sinal de sim.


Mudando de assunto, acabei de ler um livro excelente que mudou todos os meus conceitos sobre tudo: escola, segurança, excesso de cuidados e expectativas, consumismo, atividades, etc... Me interessei pelo assunto depois que a Gisele me passou um link com uma reportagem bem interessante da Veja: http://veja.abril.com.br/140410/excesso-protecao-faz-mal-filho-p-108.shtml. Para quem gostou da reportagem o livro é 1000x melhor. Acho que se não fosse por ele, iria facilmente me tornar uma "hyper parent".


Em Portugues: Sob Pressão - Criança nenhuma merece super pais ( http://www.siciliano.com.br/produto/2725623/sob-pressao/?ID=450C91937DA050E000E240790&FIL_ID=102)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Em ano de Copa, Brooke já sabe gritar Goool!!!

Graças ao DVD da turma do Júlio na cidade onde aparece o Júlio e seu primo João indo a um jogo de futebol, Brooke aprendeu a gritar gol e levanta as mãozinhas para cima e tudo para comemorar. Ela levanta com a mão fechada e grita Gool! Agora toda vez que ve uma bola (a "gum") ela chuta e grita gol.


Ela demonstrou ciúmes do Zi no parque quando uma menina de uns 5 anos passou a mão nele carinhosamente. Ela não gostou e disse brava: "Zi!". É bonitinho ela fazendo carinho no Zi. Ela abraça ele toda dengosa e diz: Ah, Zi...


Ela já sabe descer no escorregador sozinha. Sobe a escada e tchbum! E quando vou fazer compras com ela, na volta, ao avistar meu carro, ela aponta e fala: "Achei!!!".


Novas palavrinhas:
Ovo
Ji: Júlio
Lili: Lilica do cocoricó
Caca: cavalo
Hi: Oi, em Ingles.
leche: leite
guti: iogurte

terça-feira, 4 de maio de 2010

Brasil - Parte 2: Revendo todo mundo



Vovó Luiza e Vovô Zezé


Vovô Zezé


Vovó Gesa

Vovô Enio: experimentando pipoca pela primeira vez, com a maior cara de sem-vergonha


Priminha Lele

Lilica, a versão pequena, branca e feminina do Zi


Tia Camilla


Tio Wolber

Na casa da Bisa Mercês. Da esquerda para direita: Andréia, Camilla, vovó Mercês, Lilica, mamãe, Adriane, Bruno, eu e Tio Rogério


Da esquerda para direita: Tia Nilda, Tia Sonia, Camilla, Vovó com Brooke, Andréia, Adriane e eu.