Lilypie Third Birthday tickers
PitaPata - Personal picturePitaPata Dog tickers

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Roger

Anteontem pela manhã o Márcio encontrou um cachorrinho no quintal. Estava perdido. Tinha uma coleira mas sem nenhuma identificação. Aqui nos U.S todos os cachorros que tem dono tem que ser registrados na prefeitura, pagar taxa anual, carregar tags de identificação, inclusive informando vacinas. Além disso eles tem implantado dentro da pele um chip que, ao ser escaneado com o aparelho de leitura específico, traz todas as informações sobre o cachorro inclusive o endereço do dono.

Márcio me ligou para pedir opinião sobre o que fazer. Ligamos para o abrigo de animais para que eles peguem o pobrezinho? Deixamos ele numa parte fechada do quintal do Cory e tentamos achar o dono? Deixamos ele solto e não fazemos nada? Preferimos a segunda opção. O dono poderia estar procurando por ele e se a gente deixasse ele continuar perdido ele poderia ser atropelado ou ser presa de um coiote ou racoon (sim, de acordo com a vizinha Diana eles costumam pegar animais relativamente pequenos e perdidos. Não tenho a menor idéia do que seja um racoon, mas a idéia de um coyote pegando o pobrezinho me pareceu assustadora). O Márcio acabou de me dizer que racoon é guaxinin. Também não resolveu o problema. Nunca vi um guaxinin.

Bom, o bichinho de acordo com o Márcio não parava de latir e o Márcio teve que colocar a coleira eletrônica sem fio nele. Essa coleira dá um pequeno choquinho através do controle remoto. O Márcio também colocou um aviso feito a mão num poste em frente aqui em casa e me mandou a foto do bichinho para que eu imprimisse uns avisos melhores na MSR. Imprimi 10 e decidimos que ao chegar em casa iríamos percorrer a vizinhança procurando o dono dele e colando os cartazes.

Ao ver a foto do bichinho (veja abaixo) meu coração doeu de ver sua carinha de miserável de estar naquela situação. Ai, e se não achássemos o dono? Teríamos que ligar pro abrigo de animais no outro dia e se o dono não aparecesse em 3 dias ele seria posto para adoção. Qualquer coisa que significa magoar um cachorro me dói de uma forma inexplicável. Ao chegar em casa a criaturinha sem nome balançou o rabinho para mim. Ai meu Deus... Começamos a caminhada, o Márcio com o Duke, eu com o bichinho. Eu batia de porta em porta e perguntava se conheciam o bichinho, o Márcio que não gosta dessa parte de ter que falar com estranhos colava os anúncios.

Ninguém conhecia o bichinho, mas todos o achavam lindo. Ele tem os olhos verdes. O Márcio disse que ele seria facilmente adotado. Mas ele estava fora de forma ou já estava velhinho porque em alguns minutos de caminhada já parecia cansado, ao contrário do Duke que parecia ainda poder correr 30 km. O Márcio ainda teve que catar o cocô que ele fez na rua...Uma moça me disse para que eu fosse em qualquer clínica veterinária e pedisse que eles passassem o escaner para verificar se o cachorrinho tinha o chip. Depois de 1 hora de caminhada, enquanto eu conversava com a mulher de uma casa que também estava morrendo de dó do bichinho e achando ele lindo, a dona aparece. Foi uma grande alegria. Ele até uivou ao vê-la. Uma mulher tinha falado para ela que estávamos andando e procurando o dono do bichinho. O nome dele é Roger. Uma coisa que aconteceu é que não consegui em momento algum passar a mão e brincar com o Roger. A maioria das pessoas se compadeceu dele e passava a mão consolando o pobrezinho. Acho que foi uma reação instintiva. Se criasse qualquer tipo de amor pelo Roger e não conseguíssemos achar o dono, eu provavelmente teria a tentação de ficar com o Roger para mim. Então acho que bloqueei qualquer reação de afeição por ele durante as buscas. Meu foco era achar o dono dele, ele tinha que ter um dono, uma família. Foi muito bom encontrar sua dona no final, um final feliz para o Roger.



segunda-feira, 28 de julho de 2008

Despedidas e Reencontros

Essa semana foi de despedidas em reecontros. Primeiro, me despedi do Eduardo, meu amigo mexicano na MSR. Sua internship acabou sexta passada e ele retornou à Monterrey no México.

Minha amizade com o Eduardo foi o mais próximo que já encontrei nos U.S da minha amizade com o Marcelo e João, a quem considero irmãos. Então me senti hoje igual quando Marcelo, Valdo e Melissa saíram do Synergia: com um vazio no peito. Nossa turminha de almoço também foi sempre a melhor que já encontrei por aqui.


Na foto: eu, Cindy (México), Iva (República Checa), Eduardo, Eric (U.S) e Oren (Israel). Eu e a Cindy sempre nos encontramos por acaso em eventos pelos Estados Unidos afora. Ela está fazendo doutorado na University of Wisconsin e nos encontramos pela primeira vez na Escola de Verão de Programming Languages em Eugene, Oregon. Depois na MSR e depois num evento de Open House para estudantes de doutorado na Google Seattle. Por uma coincidência incrível ela e o Eduardo são da mesma cidade natal no México, Saltillo, perto de Monterrey e nunca haviam se encontrado antes da MSR. Essa foto tiramos no restaurante mexicano Azteca. Por causa da minha paixão por comida mexicana (é a que mais parece com a brasileira, uai) e meu esforço em conversar em Espanhol/Portunhol com o Eduardo e a Cindy, o Eduardo disse que vai me arranjar um passaporte mexicano porque eu mereço. Ele chama a Brooke de "Danielinha".




Eduardo e eu na porta da MSR

Com o Léo Barbosa e seu grupo de pesquisa. O Léo é aquele que comentei que fez graduação no DCC e conhece minha irmã Camilla. Sexta era seu último dia também.

Aqui num restaurante mexicano com o Cory (de blusa branca em frente ao Márcio) e os Franklins. Em sentido horário: Elaina, Diana, Andrew, Cory, Márcio, eu e Maurice. O Cory é o dono da casa em que moramos esse tempo todo. Ele é extremamente simpático, uma pessoa muito boa. O Duke e ele ficaram amigos instantaneamente. Ele trabalha na Microsoft China por opção: queria um pouco de aventura em sua vida :-) Ele ficou aqui somente uma semana e deixou saudades, principalmente no Duke que um dia depois dele ir embora ficou esperando ele chegar na porta de casa. Para quem assiste a série Dexter, o Cory me lembra bastante o Dexter (tirando a parte serial killer, claro :-)): fisicamente como o ator Michael C. Hall, o jeito de vestir, o jeito meio tranquilo de viver a vida. Os Franklins são os vizinhos e são pessoas ótimas também. O Maurice trabalha na Microsoft, mas vai mudar de profissão: resolveu ganhar a vida construindo barcos.

Como se pode ver, muita gente mesmo aqui nesse lado leste da Grande Seattle vive em função da Microsoft. Nesse ponto parece com Ipatinga e a USIMINAS.









O Prof. Loureiro do DCC/UFMG está aqui essa semana para o evento Microsoft Faculty Summit. Jantamos na sexta e sábado fomos passar o dia em Vancouver. O Loureiro, assim como o Márcio, também estudou na University of British Columbia. Para ele, que não ia a Vancouver há 9 anos foi um dia de nostalgia. Ele visitou os lugares onde passeava com a família, a casa onde morou por mais de 4 anos, o departamento de computação e lá dentro o laboratório onde trabalhava. O Alan, orientador do Márcio durante o mestrado acompanhou-nos na visita ao Departamento de Computação.


Falei do Marcelo, mas ainda não tinha colocado uma foto dele no blog. Amigo querido, padrinho, insubstituível, irmão. Muitas saudades de você!

domingo, 27 de julho de 2008

Microsoft Company Picnic

Domingo passado fomos no Microsoft Company Picnic. Foi num lugar muito bonito, numa fazenda em North Bend, WA. Lá encontramos com a Amy que trabalhava com o Márcio na NVIDIA Santa Clara. O marido dela aceitou uma oferta da Microsoft e ela está trabalhando do escritório da NVIDIA de Bellevue.




Albert, Amy e Márcio



sexta-feira, 25 de julho de 2008

Nostalgia (Por Gesa Seabra)

(Enviado por Gesa Seabra. Clique sobre as imagens para ampliá-las.)








quarta-feira, 23 de julho de 2008

28 Semanas

Esta semana fiz meu 5o ultra-som. Brooke está pesando aproximadamente 1 kg e 300 gramas e está posicionada de cabeça para baixo que é a posição ideal para parto natural. Agora é torcer para que ela não saia dessa posição. Coloquei 28 semanas, mas foi detectado que na verdade ela está com 29 semanas pelo crescimento. Tentei dar mais uma confirmada se é menina mesmo mas ela estava com as perninhas cruzadas. Parece que ela já tá bem apertadinha, sem muito espaço. Nesse hospital eles gravaram parte da sessão de ultra-som numa fita de VHS. João, depois vou te pedir para passar para DVD para mim tá? :-)

Como previa, meu stress está sim tendo um efeito na gravidez. Foi constatado que a quantidade de líquido amniótico ao redor da Brooke está abaixo da média e a enfermeira do Dr. Rogers, a Linda (sempre tão simpática) disse que é causado quando a mãe bebe pouca água, ou está envolvida em muitas atividades e stress. Como eu bebo muita água, não precisa nem tentar advinhar o que causou isso. Então, a ordem é reduzir meu stress de todo jeito. Terei de repetir o ultra-som dia 4 de agosto de novo. Ganhei 6 kg até agora.

Ela tem mexido bastante na útima semana e tem chutado com mais força. De resto, isso é o que aconteceu com ela (guiadobebe.uol.com.br):

"A medida do bebê é de 25cm. O seu peso está em torno de 1100g. Os cabelos estão mais compridos e o cérebro bem ativo com formação de dobras específicas. Na 28ª semana, o bebê começa se mexer menos, mas ainda tem espaço para isso. Enquanto isso, a barriga da mamãe só cresce. O útero está a 8cm acima do umbigo. A dificuldade para respirar a acompanhará até o fim da gestação. Você deve ter ganhado uns 10 quilos."




Perfil da Brooke





28 semanas

sábado, 19 de julho de 2008

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Segundo Passeio em Vancouver

Domingo passamos um agradável dia em Vancouver com temperatura a 31 graus. Todo mundo saiu para rua e nas rádios os locutores não paravam de comentar o "perfect summer day".




Apesar do calor, a praia é só de tomar sol. Tem uns corajosos que entram na água sim.

Área para cachorros no Ambleside park. Os prédios ao fundo é o centro da cidade.







O Márcio quase foi multado em 25o dólares nesse parque. O guarda o abordou dizendo que era proibido brincar com cachorro fora da coleira naquele parque. Mas quando viu a licença do Duke da Califórnia desistiu e disse que não ia multar o Márcio porque talvez ele não soubesse do regulamento do parque.

Duke aprimorando seus conhecimentos em natação. Ele está cada vez menos desinibido com a água. Antes voltava quando percebia que o mar não dava mais pé para ele. Dessa vez ele nadou. Ele está tendo "the time of his life" (o melhor momento de sua vida) aqui nessa região.